ERA UMA VEZ, EM UMA FLORESTA ENCANTADA, UMA PEQUENA ARANHA CHAMADA ESTELA. ELA NÃO ERA UMA ARANHA QUALQUER: ESTELA ADORAVA CRIAR COISAS. ENQUANTO SUAS IRMÃS E IRMÃOS PASSAVAM OS DIAS TECENDO TEIAS SIMPLES PARA CAÇAR INSETOS, ESTELA SONHAVA COM ALGO MAIS. ELA FAZIA TEIAS COM DESENHOS DE ESTRELAS, CORAÇÕES E ATÉ FLORES! SEUS DESIGNS ERAM TÃO BONITOS QUE OS OUTROS ANIMAIS DA FLORESTA PARAVAM PARA ADMIRÁ-LOS.
— ESTELA, POR QUE VOCÊ GASTA TANTO TEMPO FAZENDO ESSAS TEIAS COMPLICADAS? — PERGUNTAVA SUA AMIGA JOANINHA, SEMPRE CURIOSA.
— PORQUE EU ADORO CRIAR! E QUEM SABE UM DIA MINHAS TEIAS NÃO SIRVAM PARA ALGO MAIS DO QUE APENAS PEGAR COMIDA? — RESPONDIA ESTELA, COM UM BRILHO NOS OLHOS.
UM DIA, ENQUANTO EXPLORAVA A CLAREIRA PERTO DO RIACHO, ESTELA ENCONTROU ALGO MUITO ESTRANHO. ERA BRILHANTE, PRATEADO, E TINHA UM FORMATO CURIOSO. PARECIA UM PEQUENO ANIMAL MECÂNICO. AO SE APROXIMAR COM CUIDADO, ELA PERCEBEU QUE O OBJETO TINHA UMA ALAVANCA QUE FAZIA “CLIQUE” QUANDO PRESSIONADA. ESTELA FICOU FASCINADA.
— O QUE SERÁ ISSO? PARECE UMA MÁQUINA! MAS PARA QUE SERVE? — PERGUNTOU PARA SI MESMA.
ERA UM GRAMPEADOR. ALGUÉM O HAVIA PERDIDO NA FLORESTA, MAS ESTELA NÃO SABIA DISSO. PARA ELA, O GRAMPEADOR ERA UM TESOURO MÁGICO. ELA DECIDIU LEVÁ-LO PARA SUA TOCA E TENTAR DESCOBRIR COMO USÁ-LO.
O PRIMEIRO PROJETO DE ESTELA
NAQUELA NOITE, SOB A LUZ DAS ESTRELAS, ESTELA COMEÇOU A EXPERIMENTAR COM O GRAMPEADOR. AO PRESSIONAR A ALAVANCA, PERCEBEU QUE ELE JUNTAVA PEDAÇOS DE FOLHA QUE ELA HAVIA RECOLHIDO NO CHÃO. FASCINADA, TEVE UMA IDEIA: E SE USASSE O GRAMPEADOR PARA CRIAR ALGO COMPLETAMENTE NOVO?
NA MANHÃ SEGUINTE, ESTELA REUNIU FOLHAS, GALHINHOS E FLORES CAÍDAS PELA FLORESTA. COM PACIÊNCIA E CRIATIVIDADE, COMEÇOU A MONTAR PEQUENAS “ARTES”. USAVA SUA SEDA PARA SEGURAR AS PEÇAS NO LUGAR E O GRAMPEADOR PARA FIXÁ-LAS FIRMEMENTE. EM POUCAS HORAS, TINHA CRIADO O QUE CHAMOU DE “CASA DE FADAS”, UMA ESTRUTURA FEITA DE FOLHAS E FLORES GRAMPEADAS QUE PARECIA SAIR DE UM CONTO DE FADAS.
LOGO, A NOTÍCIA SOBRE A “CASA DE FADAS” SE ESPALHOU PELA FLORESTA. ANIMAIS DE TODOS OS TAMANHOS E TIPOS VIERAM VER A CRIAÇÃO DE ESTELA. HAVIA ESQUILOS, COELHOS, BORBOLETAS E ATÉ UM VELHO CORVO CURIOSO.
— ESTELA, ISSO É INCRÍVEL! COMO VOCÊ FEZ ISSO? — PERGUNTOU O COELHO PIPO.
— FOI COM ESTE GRAMPEADOR! EU O ENCONTREI PERTO DO RIACHO. ELE ME AJUDA A JUNTAR AS COISAS DE UM JEITO RÁPIDO E FORTE! — EXPLICOU ELA, ORGULHOSA.
O PEDIDO DOS ANIMAIS
DEPOIS QUE VIRAM A “CASA DE FADAS”, OS ANIMAIS FICARAM INSPIRADOS. ELES COMEÇARAM A PEDIR PARA ESTELA CRIAR OUTRAS COISAS. O ESQUILO RUFUS QUERIA UM PEQUENO CESTO PARA GUARDAR NOZES. A BORBOLETA LILA QUERIA UMA PONTE PARA ATRAVESSAR O RIACHO. ATÉ O CORVO QUERIA UMA PEQUENA “BIBLIOTECA” FEITA DE FOLHAS PARA GUARDAR SEUS ACHADOS.
ESTELA FICOU ENCANTADA COM OS PEDIDOS E DECIDIU AJUDAR. TODAS AS NOITES, ELA TRABALHAVA EM SUA TOCA COM O GRAMPEADOR MÁGICO, CRIANDO AS MAIS DIVERSAS COISAS. EM POUCO TEMPO, A FLORESTA SE TRANSFORMOU EM UM LUGAR CHEIO DE PEQUENAS CONSTRUÇÕES E INVENÇÕES.
MAS, COM O TEMPO, ESTELA PERCEBEU QUE HAVIA UM PROBLEMA. O GRAMPEADOR COMEÇOU A FICAR SEM GRAMPOS! CADA CLIQUE FAZIA O SOM FAMILIAR, MAS NÃO PRENDIA MAIS NADA.
— OH, NÃO! MEU GRAMPEADOR MÁGICO PAROU DE FUNCIONAR! — DISSE ESTELA, DESANIMADA.
A JORNADA PARA RECARREGAR O GRAMPEADOR
DETERMINADO A AJUDAR A PEQUENA ARANHA, O ESQUILO RUFUS SUGERIU:
— TALVEZ O VELHO CARVALHO SAIBA O QUE FAZER! ELE CONHECE MUITAS HISTÓRIAS SOBRE OBJETOS MÁGICOS.
ESTELA, RUFUS E LILA FORAM ATÉ O VELHO CARVALHO, UMA ÁRVORE ANCIÃ QUE VIVIA NO CORAÇÃO DA FLORESTA. O VELHO CARVALHO OUVIU COM ATENÇÃO ENQUANTO ESTELA CONTAVA SOBRE O GRAMPEADOR E COMO ELE TINHA AJUDADO TODOS NA FLORESTA.
— AH, SIM, UM GRAMPEADOR! JÁ OUVI FALAR DESSES ARTEFATOS HUMANOS. ELES PRECISAM DE ALGO CHAMADO “GRAMPOS” PARA FUNCIONAR. VOCÊS VÃO ENCONTRAR MAIS GRAMPOS NA GRANDE CABANA, QUE FICA NO LIMITE DA FLORESTA. MAS TENHAM CUIDADO: OS HUMANOS PODEM SER PERIGOSOS.
ESTELA SABIA QUE SERIA ARRISCADO, MAS NÃO PODIA DESISTIR. COM A AJUDA DE RUFUS E LILA, ELA SE PREPAROU PARA A JORNADA. ELES LEVARAM PROVISÕES E PARTIRAM AO AMANHECER.
A GRANDE CABANA
DEPOIS DE ATRAVESSAR RIOS E ESQUIVAR-SE DE PREDADORES, O GRUPO FINALMENTE CHEGOU À GRANDE CABANA. ERA ENORME, COM JANELAS BRILHANTES E CHEIRAVA A MADEIRA. DENTRO, ELES AVISTARAM UMA MESA COM VÁRIOS OBJETOS HUMANOS, INCLUINDO UMA CAIXINHA CHEIA DE GRAMPOS.
— ALI ESTÁ! — EXCLAMOU ESTELA, ANIMADA.
MAS HAVIA UM PROBLEMA: UM ENORME GATO DORMIA EM FRENTE À MESA. SEUS BIGODES TREMIAM LEVEMENTE ENQUANTO ELE RONCAVA.
— COMO VAMOS PEGAR OS GRAMPOS SEM ACORDAR O GATO? — SUSSURROU LILA, PREOCUPADA.
ESTELA TEVE UMA IDEIA. USANDO SUA SEDA, ELA TECEU UMA LONGA CORDA QUE RUFUS PODERIA USAR PARA PUXAR A CAIXINHA DE GRAMPOS. COM MUITO CUIDADO, O ESQUILO ESCALOU ATÉ UMA PRATELEIRA ACIMA DO GATO E DEIXOU A CORDA CAIR SOBRE A CAIXINHA. LENTAMENTE, ELES PUXARAM A CAIXINHA PARA PERTO DA PORTA.
DE REPENTE, O GATO SE MEXEU E ABRIU OS OLHOS.
— CORRAM! — GRITOU RUFUS.
COM A CAIXINHA DE GRAMPOS NAS PATAS, ELES CORRERAM O MAIS RÁPIDO QUE PUDERAM PARA FORA DA CABANA. O GATO OS PERSEGUIU POR ALGUNS METROS, MAS LOGO DESISTIU, PREFERINDO VOLTAR PARA SUA SONECA.
DE VOLTA À FLORESTA
DE VOLTA À FLORESTA, ESTELA REABASTECEU O GRAMPEADOR COM OS NOVOS GRAMPOS. COM ELE FUNCIONANDO NOVAMENTE, ELA CONTINUOU CRIANDO COISAS MARAVILHOSAS PARA TODOS. MAS AGORA, ELA TAMBÉM ENSINAVA OS OUTROS ANIMAIS A USAR O GRAMPEADOR E A SEREM CRIATIVOS COM OS RECURSOS DA FLORESTA.
A FLORESTA ENCANTADA NUNCA MAIS FOI A MESMA. GRAÇAS À CRIATIVIDADE DE ESTELA E À AJUDA DE SEUS AMIGOS, O LUGAR SE TRANSFORMOU EM UM VERDADEIRO REINO DE INVENÇÕES.
E ASSIM, A PEQUENA ARANHA MOSTROU QUE, COM UM POUCO DE CRIATIVIDADE E COLABORAÇÃO, É POSSÍVEL TRANSFORMAR O MUNDO AO SEU REDOR. E, CLARO, O GRAMPEADOR MÁGICO SEMPRE ESTEVE AO LADO DELA, PRONTO PARA AJUDAR NAS PRÓXIMAS AVENTURAS.