Contos doTio-Avô
"Quem escreve um livro cria um castelo, quem o lê mora nele".
CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
FotosFotos
PerfilPerfil
PrêmiosPrêmios
Livro de VisitasLivro de Visitas
LinksLinks
Textos


ERA UMA VEZ POPÓ, UM HIPOPÓTAMO DE SEIS ANOS, QUE VIVIA NA SELVA.  ELE ERA ENORME, POIS PESAVA MAIS DE 100 QUILOS. ELE, COMO TODA CRIANÇA ERA SAUDÁVEL E PERALTA.  ELE ERA SEMPRE VIGIADO DE PERTO PELA MAMÃE, PORQUE NO RIO ONDE VIVIA TAMBÉM MORAVAM MUITOS CROCODILOS QUE FICAVAM ATENTOS PARA ABOCANHAR SEU AMADO FILHOTE. DONA PORPETA NÃO TIRAVA SEUS OS OLHOS DE POPÓ, POIS, ERA VIRAR AS COSTAS QUE ELE DESAPARECIA NUM INSTANTE. ISSO SEMPRE ACONTECIA NA HORA EM QUE ELE ERA CHAMADO PARA TOMAR BANHO. POPÓ, ASSIM COMO OS GATOS NÃO GOSTAVA DE TOMAR BANHO, ENTÃO, LÁ QUE IA SUA MAMÃE DONA PORPETA CORRENDO ATRÁS DO FILHOTE PARA QUE ELE SE BANHASSE E FICASSE SEMPRE CHEIROSINHO. ELA SEMPRE CONSEGUIA ALCANÇÁ-LO E LÁ QUE IA ELE PARA UMA ENORME BANHEIRA QUE SE ENCONTRAVA HÁ MUITOS ANOS NO MEIO DAQUELA PERIGOSA SELVA. E ASSIM COMO TODA CRIANÇA QUE DAVA TRABALHO PARA ENTRAR NO DEBAIXO DO CHUVEIRO, POPÓ QUANDO ENTRAVA NÃO QUERIA MAIS SAIR E AINDA POR CIMA FAZIA A MAIOR ALGAZARRA JAMAIS VISTA EM TODA A GRANDE SELVA AFRICANA, POIS PARA ELE AQUELE BANHO SE TRANSFORMAVA NUMA GOSTOSA BRINCADEIRA. ELE SE EQUILIBRAVA NA BANHEIRA E SE ENSABOAVA DA CABEÇA ATÉ AS PATAS, FICANDO POR MUITO TEMPO DEBAIXO D’ÁGUA ASSOPRANDO AS BOLHAS DE SABÃO QUE SE FORMAVAM COBRINDO A BANHEIRA TODA.
CERTO DIA, QUANDO DONA PORPETA SAIU PARA BUSCAR POPÓ PARA TOMAR O SEU BANHO DIÁRIO, ELE NÃO SE ENCONTRAVA JUNTO DOS DEMAIS HIPOPÓTAMOS QUE FAZIAM PARTE DE SUA MANADA, ENTÃO, DONA PORPETA SENTIU UM GRANDE APERTO NO SEU CORAÇÃO, POIS, AQUELA REGIÃO ERA HABITADA POR MILHARES DE CROCODILOS FAMINTOS QUE FICAVAM SÓ ESPERANDO UMA GRANDE OPORTUNIDADE PARA ABOCANHAR UM HIPOPÓTAMO INDEFESO COMO ERA O CASO DE SEU FILHO POPÓ.
ENTÃO, ELA IMEDIATAMENTE FOI PEDIR A AJUDA PARA TODOS OS HIPOPÓTAMOS MAIS VELHOS DA SUA MANADA.
ELES FICARAM MUITO COMOVIDOS COM O PEDIDO DE DONA PORPETA, POIS, ELA JÁ HAVIA PERDIDO SEU COMPANHEIRO QUE FORA ENGOLIDO POR UM CROCODILO FEROZ.
ASSIM, O HIPOPÓTAMO QUE ERA CONSIDERADO O ANCIÃO DAQUELA MANADA ORDENOU QUE UM GRUPO COM OS HIPOPÓTAMOS MAIS VALENTES SAÍSSEM PARA RESGATAR O PEQUENO POPÓ ANTES QUE ELE PUDESSE TER O MESMO DESTINO DE SEU PAI.
ASSIM OS VALENTES HIPOPÓTAMOS SAÍRAM PARA PROCURAR O PEQUENO POPÓ ANTES QUE ANOITECESSE. ELES SE DIVIDIRAM EM DOIS GRUPOS.
UM GRUPO CAMINHOU PELO RIO E O OUTRO POR TERRA, POIS, PODERIA SER ATACADO TANTO PELOS CROCODILOS E PIRANHAS COMO PELOS LEÕES E HIENAS.
QUANDO OS GUERREIROS HIPOPÓTAMOS CHEGARAM A UMA DETERMINADA REGIÃO DA SELVA ONDE SE ENCONTRAVA ÁRVORES ESCONDIDAS PELAS MATAS QUE HAVIA CRESCIDOS PELAS FREQUENTES CHUVAS, LOGO AVISTARAM O PEQUENO POPÓ BRINCANDO ANIMADAMENTE NA COMPANHIA DE LEÕES, HIENAS E CROCODILOS SEM QUE ELES O FERISSEM.
ENTÃO, ELES MAIS QUE DEPRESSA AVANÇARAM ENFURECIDOS NA DIREÇÃO DE SEUS INIMIGOS DERRUBANDO UM A UM E GRUNHINDO FEROZMENTE. NESSE MOMENTO, POPÓ GRUNHE DESESPERADAMENTE PEDINDO PARA QUE NÃO FAÇAM MAL AOS SEUS NOVOS AMIGOS FAZENDO COM QUE OS VALENTES HIPOPÓTAMOS RECUASSEM E FICASSEM A CERTA DISTÂNCIA PARA QUE OS LEÕES, AS HIENAS E OS CROCODILOS PUDESSEM SE RECUPERAR DO SUSTO QUE O ATAQUE INESPERADO DOS HIPOPÓTAMOS HAVIA CAUSADO.
ENTÃO, POPÓ SE APROXIMOU DOS NOVOS QUE ESTAVAM SUJOS ASSIM COMO ELES POR CAUSA DAS BRINCADEIRAS QUE REALIZARAM JUNTOS E ASSIM SE DESPEDIU DELES GRUNHINDO DE ALEGRIA.
E LOGO DEPOIS REGRESSOU PARA O SEU LAR NA COMPANHIA DOS VELHOS RINOCERONTES QUE FAZIAM PARTE DA SUA MANADA E ASSIM QUE ELE CHEGOU FOI ABRAÇADO CARINHOSAMENTE PELA MÃE, MAS ELE ESTAVA MUITO SUJO, ENTÃO, DONA PORPETA O EMPURROU COM A CABEÇA ATÉ CHEGAREM A BANHEIRA QUE CONTINUAVA NO MEIO DA SELVA E POPÓ DESSA VEZ ENTROU SEM RECLAMAR E SEM FAZER AS COSTUMEIRAS BRINCADEIRAS COM AS BOLHAS DE SABÃO.
ELE OLHOU FUNDO NOS OLHOS DA MÃE E DISSE:
- HOJE APRENDI UM GRANDE ENSINAMENTO COM MEUS AMIGOS LEÕES, HIENAS E CROCODILOS.
ELES JAMAIS ATACAM OS QUE NÃO LHE OFERECEM PERIGO A NÃO SER QUE ESTEJAM COM MUITA FOME
MÃE! BANHO É BOM! POIS LEVA E REMOVE A SUJEIRA PARA LONGE DO MEU CORPO E AINDA DEIXA O MEU PELO SEDOSO E MACIO E COM UM CHEIRINHO GOSTOSO.
AH! NÃO HÁ NADA MELHOR DO UM BOM E RELAXANTE BANHO COM BOLHAS DE SABÃO SUBINDO E DESCENDO E ESTOURANDO NO AR.  PERFUMANDO MEU CORPINHO E ME LIVRANDO DA INHACA MALCHEIROSA.
MÃE! DEPOIS DE EU FICAR ROLANDO HORAS NA MATA COM MEUS AMIGOS LEÕES, HIENAS E CROCODILOS, PUDE PERCEBER A IMPORTÂNCIA DE SE TOMAR BANHO TODOS OS DIAS.
E ASSIM O GORDUCHO HIPOPÓTAMO TOMOU UM LONGO E DEMORADO BANHO  SE EQUILIBRANDO NA BANHEIRA E BALANÇANDO O SEU BUMBUM E GRUNHINDO O SEGUINTE REFRÃO:
- UM BANHO É MUITO BOM! É MUITO BOM!
E LOGO EM SEGUIDA VESTIU SEU PIJAMA AZUL LISTRADO E DORMIU COMO UM ANJO ATÉ O NOVO DIA AMANHECER.
 
 
 
 
 
 
Saulo Piva Romero
Enviado por Saulo Piva Romero em 30/11/2019
Alterado em 01/12/2019
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras
Copyright © 2017. Contos do Tio-Avô. Todos os direitos reservados a Saulo Piva Romero.  
 
 




 
Países leitores do site Contos do Tio-avô